Bernard Hinault, pentacampeão do Tour de France, diz estar “preocupado” com as suspeitas persistentes de doping por causa de Tadez Pogacar. Se fosse francês, acredita, as coisas poderiam ser muito diferentes, não sujeito a este tipo de questionamento, tomando como exemplo Léon Marchand.
Bernard Hinault está entediado. Em entrevista para RavitoO cinco vezes vencedor do Tour de France nas décadas de 1970 e 1980, atualmente dominando o Tour de Romandie, contestou as suspeitas de doping que pairam constantemente sobre suas performances, vencendo a terceira de quatro etapas neste sábado, 2 de maio. Bernard Hinault, se fosse Ponganiano, não era francês, mas S. “Se Pogacar fosse francês, seria normal (suas performances). Mas é terrível. Lamento ouvir isso.”
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Hinault citou como exemplo o nadador francês Leon Marchand, quatro vezes medalhista de ouro nas últimas Olimpíadas de Paris em 2024. “Não fazemos perguntas sobre Leon Marchand. Ele quebra todos os recordes. Felizmente ele está nos Estados Unidos. Ah, mas não, é normal”, disse ele, “francês”.
“Isso me irrita, sempre lança dúvidas sobre (Pogacker)… porque a certa altura ele está com um técnico que fez coisas estúpidas”, continuou ele, referindo-se ao técnico suíço dos Emirados Árabes Unidos, Mauro Giannetti, cuja carreira como corredor e técnico foi prejudicada por vários casos de doping. “Mas quando você faz coisas estúpidas, quando vai para a prisão, isso não é motivo para ser condenado pelo resto da vida. Ele pagou, ele pagou”, diz Hinault sobre Giannetti (que não foi condenado legalmente).
Bernard Hinault acredita que as atuações de Paul Seixas, que recentemente venceu a Volta ao País Basco e competiu com Tadez Pogacker em Liège-Bastogne-Liège, poderão pesar nas dúvidas que rodeiam o esloveno.



