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Três mortes, repatriamento organizado, verificação… O que sabemos sobre um possível surto de hantavírus num navio de cruzeiro no Atlântico

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A OMS alertou que três pessoas que viajavam a bordo de um navio de cruzeiro a caminho de Ushuaia para Cabo Verde morreram e outras três ficaram feridas. Um caso de infecção por hantavírus foi confirmado e há suspeita de mais cinco.

Alerta da Organização Mundial da Saúde. Neste domingo, 3 de maio, a OMS relata três mortes em um navio de cruzeiro no Atlântico. Um evento de saúde pública que se acredita ser causado por um surto de hantavírus, uma doença transmitida por roedores que pode causar síndrome respiratória aguda e ser fatal.

Estamos falando do navio de cruzeiro MV Hondius da empresa holandesa Oceanwide Expeditions. Ele ligou Ushuaia na Argentina a Cabo Verde. Esta segunda-feira de manhã o barco chegou ao porto da Praia, capital de Cabo Verde.

• Pelo menos três mortos, uma pessoa em cuidados intensivos

“Um caso de infecção por hantavírus foi confirmado laboratorialmente e outros cinco casos são suspeitos”, disse a OMS no domingo. “Das seis vítimas, três morreram e uma está atualmente nos cuidados intensivos na África do Sul.”

Segundo Foster Mohale, porta-voz do Ministério da Saúde da África do Sul, um passageiro de um navio de cruzeiro de 70 anos foi o primeiro a apresentar sintomas. Ele morreu a bordo do navio, mas seu corpo já foi enterrado a bordo do navio.Santa HelenaTerritório britânico no Oceano Atlântico Sul. A sua esposa de 69 anos também adoeceu a bordo e foi evacuada para a África do Sul antes de morrer num hospital de Joanesburgo, continuou o porta-voz.

Foster Mohale não forneceu informações sobre a identidade do terceiro passageiro morto ainda a bordo do navio. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores holandês confirmou a morte dos dois passageiros holandeses, sem especificar quem.

Por último, o representante sul-africano esclareceu que há um cidadão britânico de 69 anos hospitalizado em Joanesburgo na unidade de cuidados intensivos da África do Sul.

• Sintomas em dois tripulantes, repatriação organizada

Expedições oceânicas confirmou que está atualmente a lidar com uma “situação médica grave” ao largo da costa de Cabo Verde. Ela menciona “duas pessoas com sintomas” que ainda estão a bordo do navio. São dois tripulantes que, segundo a empresa, necessitam de “atenção médica urgente”.

Uma companhia de cruzeiros holandesa está a tentar repatriá-los de Cabo Verde para a Holanda. Porém, a partir das 23h. Este domingo, “as autoridades cabo-verdianas não deram autorização para desembarcar passageiros que necessitem de cuidados médicos ou prestar assistência com exames médicos”, assegurou a Oceanwide Expeditions num comunicado de imprensa.

No entanto, o estado de saúde de duas pessoas sintomáticas foi avaliado pelas autoridades sanitárias locais que embarcaram na embarcação. “A decisão de transferir essas pessoas para atendimento médico no hospital ainda não foi tomada. Cabo Verde“, diz Expedições Oceanwide.

O esforço de repatriamento dos dois tripulantes a bordo inclui também os “restos mortais de uma pessoa falecida” e de um dos seus familiares que se encontra assintomático. Esta é a terceira morte cujo corpo ainda está a bordo.

• Investigações e auditorias em andamento

Ao meio-dia de segunda-feira, a AFP noticiou que o navio estava agora atracado no porto da Praia, sem adiantar se outros passageiros conseguiram desembarcar. Todos terão que passar por um exame médico, o que requer “coordenação com as autoridades de saúde locais”, esclarece a Oceanwide Expeditions. O MV Hondius pode acomodar até 170 passageiros e tem aproximadamente 70 tripulantes.

“Atualmente estamos apurando todos os fatos e trabalhando para fornecer cuidados médicos, testes e próximos passos adequados”, promete ela.

As investigações da OMS estão em curso e confirmam que visam compreender melhor as circunstâncias destes casos de doença respiratória aguda grave. “Os passageiros e a tripulação estão recebendo cuidados e apoio médico. O vírus também está sendo sequenciado”, acrescentou.

A Organização Mundial da Saúde garantiu na manhã desta segunda-feira que o risco de propagação é “baixo” e que não há necessidade de impor “restrições de viagem”.

A companhia de cruzeiros holandesa assegura uma estreita cooperação com as autoridades locais e internacionais, incluindo QUEMRIVM (Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente dos Países Baixos), embaixadas relevantes e o Ministério dos Negócios Estrangeiros holandês.

• Não existe vacina ou tratamento específico contra hantavírus.

Comer muitos tipos de hantavírusmas de acordo com o Gabinete Federal Suíço de Saúde Pública (OFSP), “apenas um tipo de vírus, extremamente raro, pode ser transmitido de uma pessoa para outra”. A maioria dos hantavírus é transmitida aos humanos através de roedores selvagens, como camundongos ou ratos.

O vírus, que se encontra na saliva, urina e excrementos de roedores, é transmitido através de uma mordida, do contacto direto com os animais ou dos seus excrementos ou, mais geralmente, através da inalação de poeiras contaminadas.

Ao infectar humanos, os hantavírus podem causar infecções de gravidade variável, às vezes fatais. Os primeiros sintomas clínicos costumam ser os mesmos da gripe: febre, dor de cabeça, dores musculares.

As duas doenças mais comuns causadas pela infecção por hantavírus são a síndrome pulmonar por hantavírus (HPS), que ocorre nas Américas, e a febre hemorrágica com síndrome renal (HFRS), que ocorre principalmente na Europa e na Ásia.

Na América, os tipos de vírus descobertos podem causar complicações como edema pulmonar e síndrome do desconforto respiratório agudo. De acordo com o site Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 38% das pessoas que desenvolvem sintomas respiratórios podem morrer da doença.

Na ausência de vacina ou medicamentos específicos contra hantavírus, o tratamento proposto é apenas para aliviar os sintomas.

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