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Um novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society revela que os astrónomos descobriram um par de buracos negros supermassivos que estão ainda mais próximos e à beira de uma colisão catastrófica.
Os buracos negros supermassivos normalmente têm massas de centenas de milhões a bilhões de vezes a massa do Sol. As fusões de buracos negros não são incomuns em escalas cósmicas, mas esse tipo de sistema está em sua fase espiral final e passando por uma colisão, o que é extremamente raro.
Mais importante ainda, esta é a primeira vez na história da humanidade que temos a oportunidade de testemunhar uma fusão de buracos negros supermassivos.
Os cientistas estimam que a fusão destes dois buracos negros poderá ocorrer dentro de 100 anos e ser detectada por detectores de ondas gravitacionais na Terra. Foi um evento muito pequeno na longa história do universo, mas proporcionou à humanidade uma rara oportunidade de observação.
Silk Britzen, astrónomo do Instituto Max Planck de Radioastronomia e um dos co-autores do novo estudo, disse: “Após a fusão, prevemos que um dos dois buracos negros permanecerá. Estou muito curioso para ver como esta ‘dança’ continua no espaço.”
A equipe de pesquisa analisou a galáxia Mark 501, a cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra, usando dados observacionais de radiotelescópios ao longo de 23 anos. Anteriormente, pensava-se que o centro desta galáxia era um quasar alimentado por um buraco negro, emitindo um fluxo brilhante de energia a partir do seu núcleo.



