Sendo os plásticos subprodutos do petróleo, cuja extracção emite gases com efeito de estufa, podemos considerar que, em certo sentido, contribuem para o aquecimento global. Mas e esses pedacinhos de plástico que encontramos por todo o planeta, provenientes de resíduos, objetos decompostos pelo sol, desgaste de pneus ou outros? Eles resfriam o ar circundante, como partículas finas dos escapamentos, ou, pelo contrário, aquecem-no?
Um estudo publicado em 4 de maio em Mudanças climáticas naturais fornece algumas respostas: “Podemos dizer com certeza que constituem um factor de aquecimento global, explica em entrevista ao Washington Post Drew Shindell, da Duke University, coautor deste trabalho. Para mim este é o principal passo em frente.”
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram em laboratório as propriedades ópticas de partículas microscópicas (que variam em tamanho de 1 micrômetro a 5 milímetros) e nanoscópicas (menos de 1 micrômetro) de diferentes tipos de polímeros suspensos no ar, para avaliar sua capacidade de absorver luz e, portanto, de aquecer.
Se a natureza do plástico ou mesmo o seu envelhecimento não parecem ter impacto na sua absorção



