Dos clássicos imortais às novidades do PC: um panorama da indústria de jogos

O mercado de videogames consolidou-se como uma das maiores potências do entretenimento mundial, movimentando cifras bilionárias ano após ano. Enquanto novos títulos tentam conquistar seu espaço ao sol, um grupo seleto de jogos já escreveu seu nome na história, atingindo números de vendas que desafiam a compreensão. Ao mesmo tempo, a indústria não para, e anúncios recentes como o de ReBlade: The Death Spiral mostram que a busca por inovação continua viva.

O pódio dos inalcançáveis e a revolução dos blocos

No topo absoluto dessa cadeia alimentar está Tetris. O quebra-cabeça concebido pelo russo Alexey Pajitnov em 1984 transcendeu gerações, somando mais de 500 milhões de cópias vendidas globalmente. Esse número pode ser ainda maior se considerarmos o vasto mercado de versões não licenciadas. Logo atrás, representando a era moderna, aparece Minecraft. O fenômeno de construção da Mojang, lançado em 2011, conquistou uma base fiel com sua liberdade criativa, ultrapassando 238 milhões de unidades e dominando a cultura da internet e do YouTube.

A força narrativa da Rockstar e o fenômeno Battle Royale

Quando o assunto é mundo aberto e narrativa cinematográfica, a Rockstar Games é soberana. Grand Theft Auto V (GTA V) é a prova definitiva disso: com mais de 185 milhões de cópias, o título de 2013 tornou-se o produto de entretenimento mais lucrativo da história, mantendo-se relevante por mais de uma década. A mesma desenvolvedora entregou Red Dead Redemption 2 em 2018, um épico do Velho Oeste que, com 55 milhões de vendas, é considerado por muitos a obra-prima técnica e emocional do estúdio.

Correndo por fora e definindo tendências, PUBG: Battlegrounds marcou época em 2017. O jogo, idealizado por Brendan Greene, foi o estopim da febre do gênero battle royale, vendendo mais de 75 milhões de cópias e mudando para sempre a forma como jogamos online.

O legado inabalável da Nintendo

A Nintendo ocupa um lugar especial com títulos que definiram gêneros. Wii Sports (2006) surpreendeu o mundo ao vender quase 83 milhões de cópias, provando que controles de movimento podiam atrair pessoas de todas as idades. Já no console atual, Mario Kart 8 Deluxe mantém a tradição de diversão acessível com mais de 60,4 milhões de unidades no Switch. Contudo, o grande salvador da pátria continua sendo Super Mario Bros. (1985). Com 58 milhões de vendas, o clássico não apenas estabeleceu as regras dos jogos de plataforma, mas foi o responsável por resgatar a indústria inteira após a crise de 1983.

Sangue novo no PC: ReBlade e a mitologia cyberpunk

Enquanto esses gigantes desfrutam de seu legado, o cenário de desenvolvimento para PC continua fértil. Recentemente anunciado, ReBlade: The Death Spiral promete trazer uma abordagem visceral ao gênero roguelike. Ambientado em um mundo cyberpunk inspirado na mitologia chinesa, o jogo coloca o jogador na pele de um Sintético condenado, preso em um ciclo infinito de destruição e reinicializações.

A proposta de ReBlade gira em torno do domínio do ritmo e do controle. O combate exige que o jogador equilibre ataque e defesa, lendo o comportamento de criaturas antigas — agora distorcidas por implantes mecânicos — para atacar no momento exato. Como é típico do gênero, a morte não é o fim: cada tentativa, ou “run”, permite ao jogador refinar suas táticas. Combinando armas, chips e aprimoramentos cibernéticos, é possível criar “builds” únicas para superar os desafios. O objetivo final é claro: romper as defesas das bestas mecânicas, encontrar aliados, negociar recursos e, finalmente, quebrar o ciclo para descobrir a verdade oculta por trás desse mundo sintético.