“Ó inimigo da velhice!” No imaginário colectivo, tal como Jean Corneille, a velhice é um período de declínio físico e cognitivo, inevitável e universal, e quem não respeita esta regra é um ser excepcional.
E se, ao contrário, envelhecer bem fosse mais difundido do que imaginávamos e dependesse também do estado de espírito que cultivamos em relação à passagem do tempo? É o que a psicóloga Becca Levy e seu colega Martin Slade, da Escola de Saúde Pública de Yale, nos Estados Unidos, queriam verificar.
Como parte de um estudo publicado em março na revista MDPI, os dois investigadores examinaram as atitudes face ao envelhecimento de mais de 11 mil pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 99 anos, durante um período máximo de doze anos. Especificamente, eles mediram associações entre atitudes em relação ao envelhecimento e mudanças físicas e cognitivas dos participantes, submetendo-os a testes de memória e matemática, ou observando a velocidade de caminhada.
“Os investigadores utilizaram nomeadamente a escala psicológica do Centro Geriátrico de Filadélfia, que permite recolher os sentimentos dos entrevistados relativamente a diversas afirmações como: “Quanto mais os anos passam, menos útil me sinto” OU ‘Eu sou



