A Liga dos Direitos Humanos (LDH) e a CGT Spectacle também estão a considerar “a possibilidade de apelar à Comissão Europeia para sancionar o abuso de dependência económica do Conal+”.
A Liga dos Direitos Humanos (LDH) e a CGT Espetáculo anunciaram no sábado, 23 de maio, que estão a tomar medidas legais contra o Canal+ em Nanterre, depois de o chefe do grupo ter denunciado a discriminação contra os signatários da coluna anti-Boloré, com quem disse não querer mais trabalhar.
“O Canal+ irá comparecer perante os tribunais por violação da lei”, confirmam a CGT Spectacle e a LDH num comunicado onde condenam a “escolha brutal de discriminação” do presidente do conselho de administração do Canal+, Maxim Sada, “devido à expressão política e sindical”.
O comunicado especifica que está a ser considerada a possibilidade de recorrer à Comissão Europeia para aprovar o abuso da dependência financeira do Canal+.
Questionada pela AFP, a direção do canal não quis comentar.
“Não quero trabalhar com pessoas que se autodenominam criptofascistas”
No domingo, Sada disse que não queria mais trabalhar com o principal acionista do Canal+, o empresário Vincent Bolloré, para assinar um texto condenando a “influência da extrema direita” no cinema.
“Não quero trabalhar com pessoas que me chamam de criptofascistas”, disse Maxim Saada, indignado, no passado domingo, a meio das festividades.
“É hora de o mundo da cultura e do conhecimento se unir e se revoltar contra o trabalho reacionário do grupo Bolloré. A ação legal é um dos trampolins necessários para esta revolta”, comentou à AFP Me Aria Alimi, advogada da CGT Spectacle e da LDH.



