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Uma ‘pura provocação política’ inspirada na CIA e no MI6: Taiwan lança plataforma online para recrutar informantes na China

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Taiwan lançou uma plataforma destinada a encorajar os cidadãos chineses a partilhar informações confidenciais, incluindo vídeos gerados por IA. Autoridades taiwanesas dizem que a situação na China é tensa e estão recebendo propostas de “escalada” de “informantes”.

Taiwan lançou uma plataforma para recolher informações confidenciais sobre a China de cidadãos chineses que “partilham os mesmos valores democráticos”. A página inicial do site lançado pelo National Security Bureau (NSB) traz um vídeo produzido com inteligência artificial (IA). Um oficial chinês fictício conta como seus colegas desaparecem um por um, sendo por sua vez alvo de interrogatórios.

Num comunicado datado de domingo, a agência de inteligência descreveu “uma atmosfera geral tensa que reina sob o regime autoritário chinês”. Um “número crescente” de indivíduos está abordando as autoridades de Taiwan e “desejando fornecer vários tipos de informações”, afirma o NSB.

O escritório explica que foi inspirado nas “práticas adotadas pelas agências de inteligência dos Estados Unidos, Reino Unido e Israel”. O NSB não respondeu imediatamente aos pedidos da AFP na segunda-feira. A China comunista considera a ilha democrática como parte do seu território e ameaça usar a força para tomar o controlo. Por sua vez, Taipei acusa Pequim de espionar às suas custas.

Exemplos americanos recentes

Este exemplo não é um caso isolado: nos últimos anos, aumentaram as tentativas de recrutar espiões na China através da Internet. A CIA intensificou recentemente os esforços para recrutar espiões na China, divulgando um vídeo em mandarim dirigido a oficiais militares insatisfeitos.

Publicado no seu canal no YouTube, apresenta um soldado fictício que critica os seus superiores e decide contactar uma agência dos EUA, ilustrando o uso crescente da Internet para fins de inteligência e o risco de irritar a China. A agência norte-americana já tinha divulgado vídeos destinados a recrutar funcionários chineses, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China condenou como uma “pura provocação política”.

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