“Deveríamos fazer um novo cartão postal de Topusko: de um lado estaria o spa onde as pessoas vêm para tratamento, do outro o data center, chamado ‘Pantheon’, onde ficam doentes”. A piada circula atualmente nos cafés de Topusko e nas aldeias vizinhas. Resume bem o estado de espírito de uma cidade pequena e remota, localizada a cerca de sessenta quilómetros a sul de Zagreb, nos limites de Banovine e Kordun, uma região devastada pela guerra de 1991-1995.
Os residentes, apenas 2.000, souberam recentemente que investidores americanos iriam construir, a cerca de dez quilómetros da cidade, um dos maiores centros de dados da Europa, denominado “Pantheon”. Consumirá tanta eletricidade como Zagreb, a capital do país, e tanta água como uma cidade de tamanho médio, como Velika Gorica (ao sul da capital).
Ao mesmo tempo, os trabalhos avançam rapidamente no estaleiro de construção do Spa Topusko, outrora considerado um dos centros termais mais importantes da Croácia continental. A sua construção representaria o maior investimento das últimas décadas.
A diferença entre os dois investimentos é vertiginosa. O complexo termal, financiado em parte graças a fundos europeus, custará



