Dois bielorrussos foram presos na Polónia após a morte de um cartunista russo, que foi baleado à queima-roupa na segunda-feira, 15 de junho.
Um cartunista e crítico russo Por Vladimir Putinfoi morto a tiros na Polônia na segunda-feira (15 de junho) e dois bielorrussos foram presos, informaram o Ministério Público e a polícia na terça-feira (16 de junho).
“A investigação sobre o assassinato de (…) um cidadão da Federação Russa de 44 anos (…) conhecido na mídia como Semyon Skriptsky”, disse Marcin Kozak, porta-voz do Ministério Público de Lublin, aos repórteres.
Acrescentou que pouco depois do assassinato, dois cidadãos bielorrussos foram detidos perto do consulado bielorrusso em Biala Podlaska, no leste da Polónia, onde ocorreu o assassinato. De acordo com as autoridades polacas, Semyon Skriptski – cujo nome verdadeiro é Robert Kozukov – foi morto na rua na manhã de segunda-feira por um homem desconhecido que disparou três tiros com uma arma de fogo. No momento da queda do artista, o agressor se aproximou dele e disparou dois tiros à queima-roupa.
Mudaram-se para a Polónia por medo de perseguição política.
Semyon Skripatsky tornou-se famoso pelos seus esboços por vezes provocativos, visando figuras políticas russas importantes – desde o presidente Vladimir Putin e o líder soviético Joseph Stalin até à figura da oposição Alexei Navalny e ao líder checheno Ramzan Kadyrov.
Uma de suas obras mais famosas reinterpreta um ícone ortodoxo clássico, retratando Stalin segurando Putin nos braços, enquanto a Virgem Santa carrega o menino Jesus. Semyon Skriptsky mudou-se para a Polónia em 2021, dizendo temer perseguição política na Rússia. No exílio, manteve a sua postura simbólica, participando em eventos da oposição russa, ao mesmo tempo que criticava abertamente a mesma oposição.



