RELATÓRIOS – Adotada em Fevereiro sob pressão americana e posteriormente encerrada em Abril de 2026, a lei de amnistia libertou apenas alguns presos políticos, enquanto a repressão continuou.
Em frente ao presídio Rodeo, a 40 minutos de Caracas, a estrada desaparece sob a poeira, numa área semi-rural, entre morros secos. O complexo penitenciário, construído longe da cidade, próximo a Guatire, aparece atrás da torre de vigia. Em última análise, a mercearia serve de refúgio: ali carregamos o telefone, ali partilhamos café. No aterro, de frente para a entrada, a família havia montado suas tendas. Colchão no chão, lona esticada. Ficaram ali de guarda, dia e noite, a poucos metros das muralhas, à espera da libertação.
No último sábado, eles se reuniram com a imprensa no dia da mobilização internacional após cem dias de vigília no país, desde 3 de janeiro. Sinais, impressões faciais, nomes se repetem como orações. Mãe, irmã, amigas, todas próximas dos presos políticos. A maioria deles vive aqui há meses, em tendas improvisadas na entrada da prisão. A intervenção americana deu-lhes…



