ENTREVISTA – Enquanto a administração Trump multiplica referências bíblicas (reais ou fictícias) para justificar as suas manobras no Golfo, os investigadores traçam a história das turbulentas relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Santa Sé.
François Mabille é pesquisador associado do IRIS, diretor do Observatório sobre a Geopolítica da Religião. Especialista em atores religiosos nas relações internacionais e em particular diplomacia papalele voltou para Le Fígaro sobre as relações entre Washington e Vaticano.
LE FÍGARO. – Como existiram as relações diplomáticas entre Washington e o Vaticano ao longo das décadas?
François MABILLE. – Em primeiro lugar, deve ser mencionado que os católicos têm sido e ainda são uma minoria nos Estados Unidos. Mesmo no dia 18e e no dia 19e século, eles permanecem impopulares nos Estados Unidos, que é predominantemente protestante. Até a década de 1930, os Estados Unidos e a Santa Sé não mantinham relações diplomáticas. Quando Franklin Roosevelt nomeando representante pessoal no Vaticano em 1939, criou uma relação informal mas estratégica, dado o contexto da guerra iminente. Além disso, Harry S. Truman tentou, após a Segunda Guerra Mundial…






