trabalhadores europeus estão sob pressão constanteEm meio a crises geopolíticas que estão a aumentar o custo de vida e à automatização que ameaça eliminar empregos.
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Parece que consultar um especialista é uma das recomendações para quem está à beira do esgotamento ou já o enfrenta.
E Relatório da Eurofound (fonte em inglês)A agência da União Europeia responsável pela melhoria das condições de trabalho informa sobre os níveis de stress no local de trabalho e os custos médicos em toda a Europa.
Os resultados são preocupantes. O custo médio de algumas sessões privadas, que normalmente duram entre 45 e 60 minutos, pode, em alguns casos, consumir todo o salário mínimo mensal.
Onde a terapia é mais barata na Europa?
Para começar com as boas notícias, França e Espanha parecem ser os dois países mais acessíveis.
Em França, não só o custo de uma sessão privada é relativamente baixo – normalmente entre 50 e 80 euros, mas o sistema de saúde público cobre até 60% do custo, limitado a 50 euros. O restante costuma ser coberto por seguros privados para quem tem.
Em Espanha os preços podem ser ainda mais baixos, com uma sessão privada a custar até 70 euros. Os seguros privados – que cobrem um em cada quatro espanhóis – normalmente reembolsam entre 15 e 20 sessões.
Quem tem os custos de tratamento mais elevados em comparação com os salários?
A situação é diferente na Alemanha. Segundo a Eurofound, os seguros privados não cobrem sessões de psicoterapia.
Uma única consulta pode custar aos pacientes entre 100 e 150 euros, e dez sessões podem custar dois terços e a totalidade do salário mínimo.
A Roménia parece ser um caso extremo. Dez sessões privadas podem custar duas vezes e meia o salário mínimo mensal ou até mais. O relatório observa que as sessões privadas não são cobertas por seguros privados.
A Grécia também apresenta um quadro semelhante. Dez sessões podem representar até 170% do salário mínimo mensal, embora, em alguns casos, possam intervir seguros privados.
Os planos de saúde privados cobrem o Medicare?
Na maioria dos casos, sim.
A Dinamarca é um dos países com custos mais elevados (até 175%). No entanto, cerca de 40% dos custos são reembolsados pelo Estado, e uma parcela adicional é muitas vezes coberta por seguros complementares, afetando cerca de três milhões de pessoas.
Considerando tudo isto, a Irlanda é provavelmente um dos países europeus onde a medicina é mais acessível. Não só o custo das sessões é razoável (entre 60 e 90 euros), mas se compararmos com os salários locais, dez sessões privadas custam cerca de 32% a 48% do salário mínimo mensal, uma parte da conta muitas vezes coberta pelo seguro de saúde.
Quais trabalhadores correm maior risco de esgotamento e por quê?
Condições de trabalho negativas, como insegurança no emprego, assédio, exigências conflituantes e carga de trabalho excessiva, podem ter impacto na saúde mental.
Alguns setores são mais afetados do que outros, especialmente aqueles voltados para o cliente.
De acordo com a Eurofound, a taxa mais elevada de pessoas que relataram sentir-se emocionalmente exaustas frequentemente ou sempre foi entre os profissionais de saúde e assistentes sociais, com 24,5%.
Esconder emoções contribui para o esgotamento?
De acordo com um estudo da Eurofound, um dos fatores que mais contribuem para o stress dos profissionais de saúde é esconder as suas emoções “na maior parte ou sempre”.
Os serviços de alojamento e alimentação são a segunda categoria de profissionais com maior esgotamento mental, representando cerca de 23% dos inquiridos. Neste domínio, o ambiente acelerado é a principal fonte de stress, com os colaboradores a enfrentarem ritmo acelerado e prazos apertados.
Em terceiro lugar vêm os professores, dos quais cerca de 20% se sentem mentalmente cansados. Tal como os profissionais de saúde, muitas pessoas sentem-se pressionadas a esconder os seus sentimentos.
Ao mesmo tempo, a proporção de pessoas em risco de burnout é mais baixa entre os profissionais de TI (13,1%) e da administração pública (14,1%).






