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As abelhas também apresentam distúrbios olfativos como os humanos. Foto/Ciência Viva
Mesmo um pequeno inseto precisa de concentração. Um novo estudo mostra que as abelhas – que aprendem rapidamente a lembrar aromas que sinalizam a presença de água com açúcar – falham completamente nesta tarefa quando luzes piscantes aparecem.
Esses distúrbios semelhantes aos humanos sugerem que as abelhas podem usar uma forma de “cognição” que liga causa e efeito.
A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. No laboratório, os cientistas costumam usar reflexos condicionados para testar a memória das abelhas, combinando aromas com água com açúcar. Se o sabor e o açúcar aparecerem ao mesmo tempo, as abelhas aprendem rapidamente.
Porém, se o rastro aparecer alguns segundos após o cheiro desaparecer (chamado de “condicionamento de trânsito”), a tarefa se torna mais difícil. Isto requer atenção ou “percepção”, que é semelhante ao que acontece nos humanos associando um cheiro a uma recompensa durante um período de tempo.
Num novo estudo, uma equipe de especialistas avançou com um experimento de “aprendizagem invertida”. Inicialmente, as abelhas foram treinadas para usar sua tromba para sorver o néctar, ignorando o odor A (açúcar) e o odor B (sem açúcar). Após vários testes, as regras foram invertidas: o sabor B continha açúcar, enquanto o sabor A não.



