O futuro do mundo aberto no Switch: do console atual à nova geração

O Nintendo Switch se consolidou como um dos aparelhos mais versáteis da última década. Ele conseguiu equilibrar bem aquela jogatina casual de sofá com aventuras épicas em mundos vastos, algo que parecia difícil para um portátil. Se The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom ditaram as regras do que um jogo de exploração deve ser, o cenário agora se expande. Com a chegada do sucessor do console, o horizonte ficou ainda maior, misturando clássicos que já amamos com títulos que aproveitam o hardware renovado para entregar experiências mais robustas.

Magia, monstros e sobrevivência em Hisui

Para quem busca imersão, o catálogo atual entrega opções bem variadas. Hogwarts Legacy, por exemplo, trouxe o universo de Harry Potter para o final do século XIX, permitindo que o jogador viva a rotina de um aluno do quinto ano. A liberdade de explorar o castelo, Hogsmeade e as Terras Altas da Escócia em uma vassoura é um dos pontos altos desse RPG de ação.

Já para os fãs de longa data da Nintendo, Pokémon Legends: Arceus foi um divisor de águas. O jogo deixou de lado as rotas lineares e nos jogou no passado distante da região de Hisui. A mecânica de capturar Pokémon diretamente no mapa, sem necessariamente entrar em uma tela de batalha, trouxe um frescor necessário para a franquia. É uma pegada mais rústica, com Pokébolas de madeira e uma sensação real de descoberta em um mundo onde humanos e monstros ainda não conviviam em harmonia.

Criatividade e estratégia em novos horizontes

Se a ideia é colocar a mão na massa, Dragon Quest Builders 2 foge do tradicional combate por turnos da série principal e aposta em uma mistura de construção com RPG. É possível levantar cidades do zero e explorar biomas subaquáticos, tudo com um visual cativante e controles bem adaptados. No mesmo caminho da exploração, mas com um foco narrativo diferente, Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin oferece uma jornada estratégica. Aqui, o jogador é um “Rider” que cria laços com monstros, em vez de apenas caçá-los, tentando desvendar o mistério por trás de um filhote de Rathalos que carrega uma profecia de destruição.

A Ubisoft também marcou presença com Immortals Fenyx Rising. O título bebe muito da fonte de Zelda, mas com uma personalidade própria focada no humor e na mitologia grega. Controlando Fenyx, um semideus alado, o jogador percorre sete regiões distintas enfrentando criaturas icônicas como a Medusa e Ciclope, usando poderes divinos tanto no chão quanto no ar.

A nova era: o que esperar do sucessor do Switch

A transição para a nova geração da Nintendo já mostra a que veio, especialmente com títulos de peso como Star Wars Outlaws – Gold Edition. Sendo o primeiro jogo de mundo aberto da franquia, ele coloca o jogador na pele da vigarista Kay Vess. Situado entre os eventos de O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi, o game foca no submundo do crime na Orla Exterior, misturando furtividade, combate espacial e escolhas que moldam a reputação da protagonista.

A THQ Nordic também entrou na onda de anúncios simultâneos, confirmando que o hardware atualizado permitirá versões bem mais polidas de clássicos. Destroy All Humans! chega em junho de 2026 com resolução de até 1440p, seguido pela sequência, Reprobed, em setembro. Ambos trazem aquele humor ácido dos anos 50 e 60, agora com cenários muito mais densos e destrutíveis.

Clássicos repaginados e aventuras em alto mar

O final de 2026 promete ser movimentado para os fãs de plataformas e exploração. Disney Epic Mickey: Rebrushed chega em outubro, trazendo uma versão totalmente retrabalhada do mundo de Wasteland. Com melhor desempenho e controles otimizados para os novos Joy-Cons, o jogo ganha uma vida que o hardware original dificilmente suportaria.

Por fim, até os ícones da animação ganham seu espaço. Bob Esponja: Titanes de las Mareas está previsto para outubro, colocando a dupla Bob Esponja e Patrick para enfrentar o Holandês Voador. O interessante é que, enquanto o título será lançado para o Switch padrão, ele já conta com uma base sólida de desempenho pensada para o novo sistema, mostrando que a integração entre as duas gerações será o grande trunfo da Nintendo nos próximos anos.