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Condições da Terra há 320 milhões de anos. Foto/ Diário
Desenvolvido por cientistas da Universidade de Utrecht (Holanda), o instrumento reconstrói o movimento continental desde o supercontinente Pangeia até os dias atuais, proporcionando uma perspectiva visual sobre a história geológica do planeta.
Paleolatitude foi projetado para unir os campos da paleontologia e da paleoclimatologia. Para compreender o habitat de organismos antigos ou as condições climáticas passadas, os investigadores precisam de determinar a localização geográfica exacta das amostras de rochas no momento da sua formação.
Este instrumento usa dados de campo magnético “armazenados” em minerais rochosos para determinar latitudes antigas. Assim, o ângulo de inclinação do campo magnético terrestre muda gradativamente dos pólos ao equador, possibilitando prever onde as rochas se formaram.
À medida que as rochas se cristalizam, os minerais magnéticos nelas contidos registram a direção do campo magnético naquele momento. A partir destes dados, os cientistas podem reconstruir o movimento das placas tectónicas ao longo de centenas de milhões de anos.
Uma nova versão do Paleolatitude adiciona dados sobre anomalias magnéticas do fundo do mar, permitindo um rastreamento mais preciso dos principais e menores movimentos das placas tectônicas.



