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Hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro: “Existem vírus que apresentam possibilidade de transmissão de uma pessoa para outra”, explica Loïc Epelboin, especialista em doenças infecciosas

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Tempo de leitura: 2 minutos – vídeo: 7 minutos

Os três casos suspeitos do navio de cruzeiro suspeitos de estarem infetados com o surto de hantavírus conseguiram desembarcar esta manhã, quarta-feira, 6 de maio, em Cabo Verde, para serem transferidos para a Holanda. O anúncio do Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), foi comentado por Loïc Epelboin, especialista em doenças infecciosas do Hospital Universitário da Guiana em Caiena, no noticiário “11h/13h”.

Este texto corresponde à seção de transcrição da entrevista acima. Clique no vídeo para assisti-lo na íntegra.


Flore Maréchal: Sabemos que há franceses entre eles contato de carregamento de um dos pacientes do navio durante um voo para Joanesburgo. É isso, voltamos a essa psicose, olhamos os casos de contato, quem conheceu quem… É isso que está acontecendo agora com esse Hantavírus?

Loïc Epelboin: Sim claro. Agora temos que fazer o rastreio de contactos, nomeadamente ver quem esteve em contacto com o paciente. Então, após o tratamento do paciente, geralmente os médicos e paramédicos tomam todos os cuidados para que não haja mais risco de transmissão para outras pessoas.

Soubemos também que um passageiro doente tinha de facto contraído o vírus andino, que pode ser transmitido entre humanos. Essa é a hipótese, em última análise é a transmissão, então de humano para humano?

Razoável. A maioria dos hantavírus não é transmitida de humano para humano, mas existem hantavírus do Novo Mundo. Este é um vírus descoberto há relativamente pouco tempo, com cerca de quarenta anos. Conhecemo-lo desde o Velho Mundo, onde foi descoberto pela primeira vez na Ásia e depois na América do Sul durante 30-40 anos. A maioria dessas doenças é transmitida por roedores e poeira contaminada. Existe um vírus que tem demonstrado possibilidade de transmissão de uma pessoa para outra, nomeadamente um vírus chamado vírus dos Andes, tirado do nome dos Andes, na América do Sul. Todos os hantavírus são nomeados com base em onde são encontrados. Então sim, na verdade pode ser transmitido de uma pessoa para outra, com um risco bastante elevado de transmissão de uma pessoa para outra se ocorrer contato próximo.

E o que isso significa? Significa isso que devemos manter estas pessoas isoladas em navios, caso em que pode ser perigoso desembarcar?

Acontece que o período de incubação é bastante longo, podendo chegar a três ou quatro semanas. Então temos que tratar todos, avaliá-los, saber se apresentam sintomas, colher amostras se necessário e deixá-los isolados enquanto passa o período perigoso.

Clique no vídeo para assistir a entrevista completa.


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