Home Ciência e Tecnologia “Com algumas pás encontramos essas pegadas…”: os paleontólogos encontraram em Lot cerca...

“Com algumas pás encontramos essas pegadas…”: os paleontólogos encontraram em Lot cerca de vinte pegadas de animais do período Jurássico em bom estado.

10
0

isso é importante
As escavações paleontológicas de Crayssac revelam um novo setor rico em gravuras jurássicas. Ao longo de 70 m², foram encontradas cerca de vinte pegadas de animais, proporcionando uma visão única deste período.

Um verdadeiro playground para paleontólogos. De 18 de maio até este domingo, a praia dos pterossauros Crayssac organizou uma escavação em parte do sítio. A equipe encontrou esse novo setor por acaso, ao percorrer uma área de escavação adjacente: “Com alguns golpes da escavadeira, encontramos esse vestígio”, disse Alexandre Itier, gerente do local.

Este espaço chama-se “Dança 3”: “Há muitos animais que passam por aqui, pisam o chão como se estivessem numa pista de dança”, explica Quentin Vautrin, paleontólogo da reserva geológica de Lot. Este período de primavera é uma época ideal para os pesquisadores devido às condições climáticas. “Geada ou chuva podem estragar a descoberta”, disse ele.

Crocodilos, lagartos e muitos outros animais

Não há escavações nesta antiga praia há cinco anos. Ao longo de 70 m², os especialistas identificaram cerca de vinte pegadas de animais, um resultado mais conclusivo. “Normalmente estamos em minas mais duras, com camadas mais espessas. Os fósseis são mais raros, às vezes trabalhamos dias sem encontrar nada”, explicou o paleontólogo. “Assim que encontramos a balança, ficou confortável”, disse entusiasmado. “Não há frustração no final do dia.” O solo calcário permite aos investigadores encontrar pegadas de animais como crocodilos, lagartos, tartarugas ou pterossauros que viveram no período Jurássico, há cerca de 150 milhões de anos.

Alexandre Itier aponta vestígios de espécies do período Jurássico.
DDM-PF

“Os sedimentos devem ser muito bons, por isso temos uma qualidade de registro excepcional”, disse Alexandre Itier. A maioria dos traços tem apenas alguns centímetros de tamanho, mas, para o olhar treinado de um especialista, são magníficos. Um verdadeiro prazer para os especialistas: “Aqui estamos num sector onde a nossa investigação leva aos seres vivos com a descoberta de vestígios, e não à morte que nos levará aos ossos”, afirma Quentin Vautrin.

Será necessária uma análise mais aprofundada para determinar a origem exata do animal. “Se forem capturados, serão retirados para serem expostos no local e as demais peças irão para Paris”, disse Alexandre Itier.

Pesquisa realizada com especialistas do Museu Nacional de História Natural de Paris

Para realizar este projeto, a equipe do Crayssac convidou pesquisadores do Museu Nacional de História Natural de Paris, liderados pela paleontóloga Karin Peyer. Foi o líder das escavações no Lagerstätte de Canjuers, no Var. Com o site Lot, os cientistas poderão documentar dois aspectos complementares de um mesmo mundo desde o fim do Jurássico. Um preserva os ossos, o outro rastreia a atividade. “Combinar dados e trocar conhecimento é uma oportunidade científica rara”, disse Alexandre Itier.

Uma equipe de Paris veio apoiar esta pesquisa.
DDM-PF

A chegada também permitiu à equipa Crayssac praticar novas técnicas de escavação: “Para encontrar vestígios, batemos na superfície, retiramos grandes placas e podemos encontrar várias pegadas ao mesmo tempo”, sublinha Karin Peyer. “Esta praia é um tesouro”, entusiasma-se. Após trinta anos de pesquisas regulares e cerca de quarenta espécies identificadas, a praia dos pterossauros está longe de revelar todos os seus segredos.

Fonte

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here