Home Ciência e Tecnologia Amazônia: Equador depende do fraturamento hidráulico, apesar da rejeição dos povos indígenas

Amazônia: Equador depende do fraturamento hidráulico, apesar da rejeição dos povos indígenas

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Em 29 de abril, o governo equatoriano anunciou que havia utilizado a técnica de fraturamento hidráulico – ou seja, fraturamento hidráulico – para extrair petróleo na Amazônia. O jornal A hora diga olá para “histórico primeiro” oferecendo perspectivas atraentes para o segundo produto de exportação deste pequeno país andino. Mas os líderes indígenas denunciam a expansão da exploração petrolífera nas suas terras sem o seu consentimento, e especialistas locais questionam a técnica utilizada.

A técnica de fraturamento hidráulico envolve a extração de petróleo e gás presos na rocha de xisto, injetando fluidos em alta pressão para fraturá-la. Os defensores do ambiente argumentam que são necessárias grandes quantidades de água para pouco potencial de produção de energia.

O poço afetado pelos anúncios do executivo equatoriano está localizado na província amazônica de Sucumbíos, no nordeste do país. Foi perfurado no âmbito de uma aliança entre a empresa nacional Petroecuador e a empresa chinesa CCDC, subsidiária da National Petroleum Corporation of China (CNPC), e estima-se que produza actualmente 930 barris por dia. Um volume modesto, mas as autoridades sublinham a sua importância estratégica. Por que “Além do aumento imediato no volume de petróleo bruto, esta descoberta destaca o potencial de áreas que ainda oferecem oportunidades de desenvolvimento.”

A raiva dos povos indígenas

No entanto, a decisão de explorar petróleo na Amazónia é amplamente contestada pelos povos indígenas, que se manifestaram.

CORREIO INTERNACIONAL

No dia 27 de abril, na conferência sobre a saída dos combustíveis fósseis em Santa Marta (Colômbia), O país América relatam as palavras de Marcelo Mayancha, presidente da nação de Shiwiar, que denunciou o roteiro que prevê 47 mil milhões de dólares (mais de 40 mil milhões de euros) de investimentos em 49 projectos petrolíferos, onze dos quais dizem directamente respeito ao seu território em florestas primárias. “Enquanto o mundo fala em transição energética, o governo equatoriano incentiva a exploração de petróleo na Amazônia”, ele acusou.

Membros da comunidade Yarentaro, no Parque Nacional Yasuni (Equador), em outubro de 2022. FOTO ERIN SCHAFF/AGORA

E como nos lembra a mídia especializada Mongabay, a insistência do governo de Daniel Noboa não é nova. Desde 2023 ele foi obrigado por um referendo a interromper uma das principais operações do país, no Parque Nacional Yasuni, na Amazônia. Uma decisão que ainda reluta em aplicar, alegando uma grave deficiência, enquanto as autoridades processam os promotores do voto não no referendo, num processo cheio de polémica.“irregularidade”.

Perspectivas ruins

A perspectiva fraca pode até ser mais fraca do que o esperado, já que, em 5 de maio, Espremer questionaram dois especialistas que questionam o real uso do fraturamento hidráulico. O consultor geopolítico Nelson Baldeón afirma que sim “Estas não são fraturas hidráulicas reais, mas intervenções convencionais em reservatórios existentes.” Em suma, segundo o especialista Fernando Santos, “O governo está tentando enganar o público ao sugerir que entramos na era do fraturamento hidráulico, uma técnica que tem tido muito sucesso nos Estados Unidos e na Argentina.”

Contudo, a polêmica ocorre num contexto de crise. Conforme relatado O colombiano, A produção da Petroecuador continua a diminuir desde 2015. Baldéon, ex-diretor da Petroecuador citado pelo jornal colombiano, explica que a produção estatal caiu de quase 550 mil barris por dia para cerca de 360 ​​mil, devido à falta de investimento. O Equador tem mesmo de importar gasolina, enquanto as tensões no Médio Oriente estão a provocar a subida dos preços.

Fonte

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