Ao contrário da Europa, a Argentina não é apaixonada pela questão do hantavírus. Sem título, o assunto dificilmente aparece nas conversas. Exceto em Ushuaia, ponto de partida do navio de cruzeiro Hôndio.
A cidade mais austral do mundo sente-se acusada injustamente, enquanto ainda não sabemos ao certo onde o casal holandês foi infectado e a província da Terra do Fogo nunca registou nenhum caso de infecção por hantavírus. “Bastou a suspeita para que começasse outra epidemia: a das fake news, o jornal Ushuaia protesta em editorial O Diário do Fim do Mundo. Manchetes sensacionalistas, hipóteses apresentadas como certezas… (…) Quando um local turístico é acusado sem fundamento, o problema não é só de saúde, é mediático.”
Foi em 1996, após amostras colhidas de um homem falecido no sudoeste da Argentina, que a cepa andina do hantavírus foi descrita pela primeira vez na literatura científica argentina. Este último foi apontado como responsável pela epidemia a bordo do navio de cruzeiro Hôndioque até agora causou a morte de três pessoas e desencadeou um alerta de saúde global.
Por que um aumento de casos?
Desde esta descoberta há trinta anos



