É um retorno: o preço das ações da Intel disparou para mais de US$ 65 em meados de abril. Isso significa que o valor quase triplicou num ano e está tão elevado como era quando Pat Gelsinger assumiu o cargo, há cinco anos. Isso é bom para a Intel, mas pode ser apenas uma surpresa. Porque é difícil entender por que os investidores da Intel estão tão eufóricos se você olhar com sobriedade. Sua colaboração com Elon Musk pode ter desempenhado um papel: ele está planejando uma fábrica gigante de semicondutores, chamada terafab. Mas qual o papel que a Intel deverá desempenhar nisso ainda não está claro. De qualquer forma, Musk acredita que no futuro precisará de muitos chips para carros autônomos, robôs humanóides e data centers de IA no espaço. E eles querem financiar as fábricas com os recursos do IPO da Space X, entre outras coisas.
Outra surpresa da Intel: todos os novos processadores Intel da série Core Ultra 3, também conhecidos como Panther Lake, também possuem pequenos controladores RISC-V. O controlador de 64 bits lida com tarefas de gerenciamento no Mecanismo de Processamento Neural de quinta geração (NPU 5). Ele substitui o núcleo Leon NN pela microarquitetura SPARC usada até o NPU 4. O trabalho real de computação no NPU 5 continua a ser realizado pela unidade aritmética matricial e pelo núcleo DSP do tipo ACT-SHAVE-512 com tecnologia VLIW, que foi originalmente desenvolvido pela empresa Movidius, que foi absorvida pela Intel em 2016.
O processador Panther Lake também traz inovação com o lindo nome FRED, que significa Retorno Flexível e Entrega de Eventos. Esta técnica tem como objetivo otimizar o processamento de interrupções e substituir a tabela de descritores de interrupção (IDT) aninhada. O Linux funciona a partir da versão 7.1 do kernel e a AMD também instalará o FRED nos próximos Zen 6 Ryzens.
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