A vitória de Marta Kostyuk em Madrid neste sábado, 2 de maio, foi mais do que uma simples conquista esportiva. Ao recusar apertar a mão da russa Mirra Andreeva, a jogadora ucraniana recordou como o ténis foi marcado pela guerra.
A ucraniana Marta Kostyuk venceu o torneio de tênis WTA 1000 em Madrid neste sábado, 2 de maio (6-3, 7-5), ao enfrentar na final a russa Mirra Andreeva, em uma prova inevitavelmente tensa pela batalha entre seu país e a Rússia. Como era de se esperar, a jovem de 23 anos não quis apertar a mão do adversário no final da partida e a cerimônia do troféu aconteceu em um clima especial. A russa de 19 anos, muito emocionada e à beira das lágrimas, quis dar os parabéns à adversária: “Quero dar os parabéns à Marta, a você e a toda a sua equipa por esta maravilhosa vitória de hoje, bem como pela sua carreira no saibro.
Marta Kostyuk, por outro lado, não mencionou o nome de Mirra Andreeva em seu discurso após levantar o troféu. Por outro lado, ela mencionou todos os adversários que conheceu desde o início do torneio antes de chegar à final, exceto Anastasia Potapova, que recentemente mudou a sua nacionalidade de russa para austríaca, mas nunca se opôs à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. “A única jogadora a quem aperto a mão é Daria Kasatkina”, explicou Kostyuk. “Ela mudou de nacionalidade e declarou publicamente que não apoia a guerra. Por isso, em homenagem, alguns jogadores e eu decidimos apertar-lhe a mão. Neste sábado, em Madrid, ela concluiu o seu discurso dizendo: “Glória à Ucrânia”.
A situação lembra outra final, disputada no início da temporada contra a bielorrussa Arina Sabalenka, em Brisbane. Assim como Andreeva, Marta Kostyuk se recusou a apertar a mão da adversária no final do jogo e não quis posar para fotos com ela.



