Mistério por toda parte morte de Diego Maradona comece a construir. Enquanto decorre o julgamento dos sete profissionais de saúde que investigam a negligência na morte do craque argentino, um médico legista confirmou que ele poderia ter morrido “cerca de 12 horas” antes de morrer sozinho em sua confortável cama em 2020.
edema cerebral, congestão no coração, derrame pleuraledema generalizado, sinais de hipóxia (falta de oxigênio nas células), “são sinais de dor prolongada, não repentina”, testemunhou Carlos Casinelli, o médico que examinou o corpo de Maradona em sua cama e depois participou da autópsia. “Quanto tempo durou a dor?” Eu não posso te dizer exatamente. Naquela época, calculamos cerca de 12 horas de dor”, continuou.
Já na terça-feira, outro médico autor desta análise do corpo de El Pibe de oro, Federico Corasaniti, mencionou no teste sinais no coração de Maradona, sugerindo “dores prolongadas”. Mas em termos menos precisos e menos estáveis do que Carlos Casinelli.
A duração da possível dor é uma questão importante do teste, pois refere-se ao monitoramento de que Maradona pôde se beneficiar da residência privada onde está sendo tratado, em novembro de 2020, após uma cirurgia cardíaca simples devido a um hematoma na cabeça. Ele morreu de ataque cardíaco com edema pulmonar.
O julgamento pode durar até julho
A defesa das contestações das acusações no cenário de dor prolongada também não é consistente segundo eles a mortepor motivos físicos, o corpo fica desgastado por excessos e extras. A enfermeira diurna o encontrou inconsciente em sua cama na manhã do dia 25 de novembro. Para o Dr. Casinelli, a autópsia permitiu calcular uma morte ocorrida “entre as 9h e o meio-dia”.
Sete profissionais de saúde (médico, psiquiatra, psicólogo, enfermeiro) estão sendo julgados há quatro semanas em San Isidro, perto de Buenos Aires, por “assassinato com dolus eventualis”, ou seja, negligência sabendo que poderia levar à morte. Eles enfrentam 25 anos de prisão. Todos negam a responsabilidade pela morte, escondendo-se atrás do seu papel especial e segmentado.
A audiência de quarta-feira foi a oitava desde o início da “segunda” investigação de Maradona, em meados de abril. O despacho anterior, de 2025, foi cancelado dois meses depois, após contestação do juiz: ele havia participado sem conhecimento público da série histórica sobre o caso. O julgamento, com duas audiências por semana, poderá durar até julho.



