O Real está à beira de uma explosão quando o clube madrilenho viajar para Barcelona, no domingo, em um clássico que pode selar seu futuro na La Liga. Os merengues estão, na verdade, 11 pontos atrás dos catalães, que vencerão o campeonato se não perderem esta partida.
A três dias do Clássico contra o Barça, o Real Madrid explodiu: esta quinta-feira, 7 de maio, após uma briga com o companheiro Aurelien Tchoumeni, o capitão do Real Madrid, Federico Valverde, sofreu uma lesão na cabeça, um novo sinal da tensão que reinava no processo de falência do clube.
O meio-campista uruguaio “terá que ficar de férias entre 10 e 14 dias”, respondeu o Real oficialmente no final da mesma noite, especificando que “na sequência dos acontecimentos ocorridos esta manhã durante o treino da equipa principal, decidiram abrir processos disciplinares contra dois jogadores”.
Recusou um aperto de mão?
De acordo com vários meios de comunicação espanhóis, incluindo MarcaValverde, junto com seu técnico Álvaro Arbiola, foi hospitalizado perto do centro de treinamento do Real para receber vários pontos após sofrer uma lesão facial. Segundo a imprensa espanhola, os dois jogadores, que já tinham tido o primeiro desentendimento na véspera, voltaram a entrar em confronto durante e após o treino.
Segundo a imprensa espanhola, Valverde recusou-se a apertar a mão de Tchoumeni e cometeu falta sobre o médio internacional francês. Os dois jogadores continuaram a briga no vestiário, onde o uruguaio se machucou.
Valverde reage e recusa qualquer luta
Numa mensagem publicada na sua conta de Instagram, Valverde tentou minimizar a gravidade da altercação, referindo-se apenas a um “incidente” com um companheiro de equipa, sem citar o nome de Tchoumeni. “O cansaço competitivo e a frustração fizeram com que a situação se deteriorasse”, explica, lamentando a cobertura mediática do incidente.
O uruguaio explica que “bateu acidentalmente na mesa” durante uma “discussão” com um companheiro. “Em nenhum momento meu companheiro me bateu e eu nunca bati nele”, garante.
Quaisquer que sejam as circunstâncias exatas da altercação entre os dois jogadores, o último incidente abalou mais uma vez o Real, cuja semana já foi dominada por polêmicas visando seu atacante Kylian Mbappe.
Um clube à beira da implosão
O francês lesionado foi criticado pelos adeptos do Real Madrid por alguns dias de descanso na Sardenha, embora o seu clube o tenha autorizado, enquanto o Real Espanyol disputava o jogo contra o Barcelona.
Petições, mensagens incendiárias nas redes sociais… até as declarações do treinador dos Merengues, Álvaro Arbeloa, que prometeu que “cada jogador fará o que considerar adequado nos seus tempos livres”, não acalmaram a indignação de alguns adeptos.
Artilheiro da Casa Branca nesta temporada (41 gols em 41 jogos), Mbappé foi alvo de várias acusações de comportamento pessoal nesta temporada. Segundo a imprensa espanhola, o avançado francês, frustrado sem um título importante nesta segunda temporada madridista – longe das suas ambições – está cada vez mais isolado no balneário merengue.
As duas crises confirmam a tensão persistente no Real Madrid, cujas ambições frustradas já custaram o emprego de Xabi Alonso, demitido após apenas oito meses em janeiro passado.
