Só falta um lance, um golpe de génio que marca a história deste desporto: o golpe China. É preciso evitar que o Império Médio, invicto no século 21, conquiste um novo título mundial. É agora ou nunca: os chineses não parecem nada vulneráveis. Isso é o que pensamos.
No papel, o trabalho dos Blues é “fácil”. Mesmo que a China esteja marcando passo, Wang Chuqin, o número 1 mundial chinês, ainda é (normalmente) indiferente. Ele tem habilidade para trazer dois pontos para seu time.
Para chegar ao fim, o povo Lebrun em França não teve de perder outra competição com o resto do exército chinês. Lembremos com certeza que a semifinal foi disputada em 3 partidas vitoriosas.
Cotton está perto do feito
Desde o início, o desafio de Flávio Algodãoum jovem baixinho da seleção francesa, já com um talento incrível, deve colocar dúvidas na mente da China e também de Wang Chuqin. Aos 18 anos, o nortista teve sucesso com um brilho incrível. Ele conquistou dois sets (2-3) do melhor jogador do mundo que, em 13 jogos, não perdeu para um francês. Coton o desestabilizou, mas Chuqin ainda venceu.
No processo, o sênior Félix Lebrun (n ° 4) acertou em cheio o número 6 do mundo, Lin Shidong, para colocar os Blues de volta ao nível de igualdade (3-0). A pressão estava sobre seu irmão Alexis.
Alexis Lebrun, duas bolas caras
Com ele, a França, pela primeira vez em sua história, poderá disputar uma seleção contra a China em uma Copa do Mundo. Depois de duas primeiras rodadas perfeitas contra Liang Jingkun (nº 21) completamente destruído, o número 12 do mundo desabou e perdeu as três rodadas seguintes, apesar de ter 2 match points a seu favor.
E a França perdeu a oportunidade. Porque de repente as coisas ficam difíceis. Félix Lebrun voltou ao jogo para a 4ª partida da noite. Mas o que o espera é ótimo: Wang Chuqin, novamente a fera sombria da França. Félix Lebrun não alcançou o efeito (1-3). Wang Chuqin não pode jogar. Ele deu algumas aulas ao jovem francês que acabaria por ocupar o seu lugar.
A seleção francesa tem idade total de apenas 21 anos: dá tempo de abalar a China, que enfrenta o Japão neste domingo na final. Dois anos depois da prata, a França voltou para casa com a medalha de bronze. Isso já é demais.



