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Novo livro mina banda cult – Pink Floyd: entre a lenda e a luta pelo poder

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Eles criaram os álbuns do século – e desmoronaram nos bastidores. Pink Floyd (“Dark Side of the Moon”) são considerados gênios musicais. Mas um novo livro do jornalista musical britânico Mark Blake (61) mostra: A banda não era um grupo coeso, mas uma comunidade de conveniência muitas vezes conflituosa. Em particular, surgiram faíscas entre Roger Waters (82) e David Gilmour (80). O BILD conversou com Mark Blake, que também escreveu livros sobre Queen e Led Zeppelin.

BILD: Seu livro reúne muitas vozes diferentes. Já houve um momento em que você sentiu que a verdade estava no meio de duas narrativas conflitantes?

Marcos Blake: “Sim, várias vezes. Uma das minhas razões para apresentar o livro como uma história oral (na forma de relato de uma testemunha ocular) foi destacar relatos conflitantes.”

O conflito entre Waters e Gilmour é mais do que uma tensão criativa ou uma batalha sobre quem controla a história do Pink Floyd?

Mark Blake: “Talvez um pouco dos dois. O que este livro deixou claro para mim é que o Pink Floyd sempre foi maior do que a soma de suas partes. Eles fizeram seu melhor trabalho quando Gilmour e Waters estavam juntos – não foi diferente. Mas eu entendo perfeitamente por que a colaboração se desfez e aceito que ela teve uma vida curta. Roger Waters escreveu uma autobiografia, então decidirá reimprimir sua biografia para ver a história.”

Como a sua percepção de Roger Waters em comparação com David Gilmour mudou ao longo dos anos?

Mark Blake: “Com o tempo, acho que Roger Waters se tornou um idiota, mas também acho que ele tem uma grande capacidade de irritar David Gilmour e deixá-lo com raiva. Ele sabe o que dizer. Eles são como um casal divorciado.”

A biografia do Pink Floyd foi publicada pela Hannibal Verlag (29,99 euros).

Foto: Hannibal/Lanz Unlimited Communications

Houve alguma entrevista ou declaração que realmente te chocou?

Mark Blake: “O choque pode ser muito forte, mas fiz uma entrevista com Roger Waters para outro projeto em 2022/23, onde ele disse algumas coisas sobre David Gilmour que eu certamente não publicaria.”

O que mais te surpreendeu durante sua pesquisa?

Mark Blake: “Nada me surpreende mais quando se trata do Pink Floyd. Talvez o nível de animosidade entre certas pessoas.”

À medida que você aprende mais sobre o Pink Floyd, a música parece mais real ou artificial?

Mark Blake: “Para mim, também não. Nunca achei a música particularmente ‘calculada’, especialmente voltando aos álbuns do final dos anos 1960, como Ummagumma e A Saucerful of Secrets. Esta não é música comercial. Isso também se aplica mais tarde ao The Final Cut. Não é o melhor trabalho deles, mas é uma ‘maneira honesta’ porque Roger estava pensando. “

Pink Floyd ensaiando para seu maior show “The Wall” no Westfalenhalle de Dortmund em 1981.

Foto: dpa/dpaweb

Quem você acha que é a figura mais incompreendida da história do Pink Floyd?

Mark Blake: “Syd Barrett. Pessoas que o conheceram, incluindo sua família, me disseram: ele era inteligente, engraçado e artístico. Então ele se perdeu. Devido a problemas mentais que certamente não foram ajudados pelas drogas que ele tomou. Mas não acho que ele fosse uma “mente perdida” ou um “poeta maldito” ou todas as outras coisas que foram ditas sobre ele. Os jovens deixaram este negócio da música. gostaram de sua música, mas outros fizeram dele algo que ele não era.

Existe alguma história importante sobre o Pink Floyd que não esteja no livro – não porque não seja importante, mas porque não pode ser contada com clareza?

Mark Blake: “Acho que certamente há alguns que têm uma conexão com Syd Barrett, e certamente com Rick Wright mais tarde, na época de The Wall. Mas eles são sobre vidas pessoais e situações pessoais, e não sobre os próprios Pink Floyd. Como qualquer biógrafo, me disseram coisas ‘off the record’ e elas permanecem assim – principalmente porque eu as esqueci!”

Trabalhar neste livro mudou a sua fase pessoal da banda?

Mark Blake: “Não, foi sempre o mesmo passo para mim: de Meddle a The Wall.”

Se você pudesse ouvir apenas um álbum do Pink Floyd, qual escolheria e por quê?

Mark Blake: “Eu gostaria que você estivesse aqui porque o Lado Escuro da Lua seria tão óbvio!”

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