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Ataque russo: “Quando a guerra acabar, teremos um problema”

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A cientista política Florence Gaub soou o alarme sobre “Markus Lanz”: Enquanto a Rússia estiver fechada na Ucrânia, Moscou não será capaz de ameaçar a Europa da mesma forma. Mas é exatamente aí que reside o perigo mais tarde, diz o especialista.

Embora o fim da guerra na Ucrânia ainda esteja à vista, novos detalhes causam alarme: a Ucrânia, que foi atacada pela Rússia, está a ajudar os EUA no conflito do Médio Oriente e está a treinar os militares para usarem o seu sistema de defesa de drones “Sky Map”. Um sinal claro, como deixou claro a especialista militar Claudia Major em “Markus Lanz”: “O que a guerra com o Irão mostra é o grande perigo do equipamento militar tradicional, o nosso atraso industrial e a nossa dependência”.

A especialista militar Claudia Major também alertou “Markus Lanz” sobre a atuação “imperial” da Rússia. ZDF/Markus Hertrich

Enquanto a Rússia estiver presa na Ucrânia, não nos poderá atacar desta forma.

A cientista política Florence Gaub pegou a ideia e apontou os resultados para a Alemanha: o trabalho estava sendo feito em alta velocidade sobre a “reforma da defesa na Alemanha”. No entanto, alertou que a Europa está actualmente a beneficiar do facto de a Rússia estar militarmente bloqueada. “Temos uma janela de perigo que, honestamente, a Ucrânia está a fechar-nos tanto quanto possível”, disse Gaub. “Enquanto a Rússia estiver presa na Ucrânia, não terá capacidade de nos atacar da mesma forma que atacou a Ucrânia. Quando a guerra terminar, teremos um problema.”

Sanna Marin, ex-primeira-ministra da Finlândia, explicou numa entrevista à emissora ZDF o que torna os finlandeses resilientes. ZDF/Markus Hertrich

Aviso do principal especialista militar: “A Rússia está agindo imperialmente”

Razão suficiente para Lanz olhar mais de perto: o ataque da Rússia à Europa é real? O major respondeu sem ênfase: “A Rússia está agindo imperialmente, ou seja, quer ampliar sua esfera de poder e está agindo de forma reformista, ou seja, quer mudar a lei”.

Foi por esta razão que o apresentador da ZDF utilizou o seu programa para olhar para um país que é considerado um modelo de resiliência na Europa: a Finlândia. Neste contexto, o especialista militar Major explicou como são tomadas fortes precauções no país na área da própria resiliência: “Há uma boa oferta de bunkers.

Porém, não é só a infraestrutura que importa, mas a atitude da população. Major descreveu um sentido de responsabilidade arraigado: Na Finlândia existe “esta consciência de que somos, em última instância, responsáveis ​​pela nossa própria segurança”. Ao mesmo tempo, Sanna Marin, que liderou a Finlândia como Primeira-Ministra de 2019 a 2023, referiu-se a uma experiência histórica que teve um impacto duradouro no país: “Ainda temos uma memória comum das dificuldades que passámos como resultado da guerra contra a União Soviética. Perdemos terras e vidas e há muitas histórias tristes em todas as famílias finlandesas”. É por isso que a vontade de “servir o país e defender o país é tão grande”.

Markus Lanz (à esquerda) discutiu na noite de quinta-feira com a consultora estratégica Sanna Marin (segunda à esquerda), a cientista política Florence Gaub (centro), a repórter da ARD Susanne Petersohn (segunda à direita) e a especialista militar Claudia Major. ZDF/Markus Hertrich

Sanna Marin: “A Europa não tem visão de onde esta guerra deve levar”

Ao mesmo tempo, Marin deixou claro que a Finlândia não pode viver sozinha. O país é “inseguro” – “sem toda a Europa”. É exactamente por isso que o compromisso da Finlândia com a NATO e o apoio à Ucrânia são importantes para eles. Sanna Marin observou veementemente que o país atacado está actualmente a lutar “por toda a Europa”.

Suas acusações? “A Europa não tem visão de onde esta guerra irá, nem de onde terminará.” Em vez disso, é preciso encarar a verdade e tirar conclusões: “É importante enfrentar a realidade da guerra e dar à Ucrânia exactamente o que ela mais precisa. (…) Podemos fazer alguma coisa. Não temos de ficar sentados e esperar.”

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