A Westdeutscher Rundfunk está planejando uma reestruturação abrangente da sua oferta de programas com foco em conteúdo digital. A carteira será significativamente reduzida e ajustada até 2030.
De acordo com o “epd”, a diretora Katrin Vernau anunciou em 23 de abril na reunião do Conselho de Radiodifusão em Colônia que o “portfólio de programas” do WDR seria reduzido de mais de 600 para um máximo de 300 lançamentos.
Vernau enfatizou que o WDR teve que “colocar mais esforço em edições limitadas” e falou de uma “implicação clara de recursos” para o design digital. Cerca de 45% do uso de software deve ser feito em versões não lineares. “Queremos ser o número um em informação digital regional na Renânia do Norte-Vestfália”, disse Vernau.
Mudança no financiamento do programa no canal de transmissão ARD
A conversão afeta o conteúdo existente e o novo. Cerca de 220 modelos do portfólio atual continuarão e cerca de 80 novos modelos serão adicionados. Quais programas ou produtos digitais específicos serão removidos ou desenvolvidos novamente deverão ser decididos até as férias de verão.
Além da reformulação do conteúdo, o WDR também está mudando sua estratégia. No futuro, o foco será mais nos horários de pico de uso, enquanto menos recursos serão usados fora dos períodos de pico. O objetivo é incluir conteúdos mais específicos e utilizá-los de forma mais eficaz.
As medidas do WDR fazem parte de uma estratégia mais ampla dentro da ARD. O objetivo é reduzir o design repetitivo e direcionar o conteúdo mais de perto aos grupos-alvo mais jovens no espaço digital.
ARD planeja reformas semelhantes
Outras emissoras ARD também seguem abordagens semelhantes, mas com prioridades diferentes. O diretor da ZDF, Norbert Himmler, enfatiza repetidamente que a mudança para sistemas digitais é necessária para alcançar os grupos de consumidores mais jovens e garantir a relevância a longo prazo da prestação de serviços públicos.
Entretanto, a directora do BR, Katja Wildermuth, salienta que as medidas de austeridade podem acelerar as reformas, mas não afectam os serviços básicos. Trata-se mais de tornar o conteúdo “mais focado e eficaz”.



