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Os cientistas descobriram que a luz pode retardar o crescimento das plantas. Veja como funciona

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É verdade que a luz é essencial para a fotossíntese, mas um estudo da Universidade Metropolitana de Osaka revelou um paradoxo surpreendente: ela também retarda o crescimento das plantas. O estudo, publicado na revista Physiology Plantarum, mostra que a exposição à luz branca induz alterações bioquímicas; Esta reação torna mais forte a ligação entre os tecidos internos da planta e a camada externa. O acúmulo de ácido p-cumárico nas paredes celulares leva a estruturas mais fortes, mas limita o tempo de crescimento das plantas. Ao compreender o equilíbrio entre uma estrutura robusta e um crescimento rápido, os cientistas poderão encontrar formas de cultivar culturas que possam resistir a desafios como o vento e as chuvas fortes.

Como a luz branca aumenta a adesão dos tecidos e restringe o crescimento das plantas

O principal mecanismo desta inibição do crescimento é um fenómeno denominado “adesão tecidual”. Conforme relatado na revista Physiology Plantarum, os cientistas descobriram que quando essas plantas eram expostas à luz branca, a força de descascamento necessária para separar os tecidos aumentava. Isso torna a estrutura da planta mais rígida e evita a expansão mecânica do caule. Receptores de luz especiais conhecidos como fitocromos e criptocromos desempenham um papel neste processo. Eles percebem as condições de luz e sinalizam para a planta se concentrar no fortalecimento das paredes celulares em vez de crescer rapidamente.

Como os ácidos fenólicos fortalecem as paredes celulares

O estudo destaca o ácido p-cumárico, um ácido fenólico, importante para a inibição do crescimento. Quando exposto à luz, esse ácido aumenta nas paredes celulares, atuando como um agente de reticulação que aumenta a força de adesão entre a epiderme e o tecido cortical. Como resultado, a planta fica cada vez mais forte. Embora isto ajude a planta a lidar melhor com os desafios físicos, também significa que a planta é mais curta e compacta do que aquelas cultivadas em condições escuras.

Camadas externas limitam a expansão interna

Conforme relatado na revista Physiologia Plantarum, o estudo mostra que a luz não é apenas um “sinal” para uma planta parar de crescer; Altera fisicamente a estrutura interna da planta para criar uma barreira mecânica. Os pesquisadores mediram quanta força foi necessária para descascar a epiderme, ou camada externa, do interior da planta. Eles descobriram que a exposição à luz branca tornou esse vínculo mais forte. Esse aumento de resistência cria uma espécie de manga ao redor da planta, que limita a extensão dos tecidos internos. Como resultado, a planta será mais curta e terá um formato mais forte e compacto.

Uma nova visão Sustentabilidade agrícola

Esta descoberta proporciona uma nova perspectiva para a ciência agrícola, que se concentra principalmente na prevenção do “repouso”, que ocorre quando as culturas são permanentemente danificadas pelo vento ou pela chuva. Ao alterar os processos que controlam a forma como os tecidos se fixam em resposta à luz, os criadores podem criar variedades de culturas com cola interna melhorada para resistir a climas adversos. Os conhecimentos provenientes de bases de dados de investigação federais e internacionais destacam a importância de compreender estas propriedades mecanicistas para estabilizar o abastecimento de alimentos em climas cada vez mais imprevisíveis.

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