Cerca de 175 activistas foram presos em cerca de 20 navios da nova flotilha, que os seus organizadores disseram ter como objectivo quebrar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza, onde o acesso à ajuda humanitária continua severamente limitado.
Dois activistas da Flotilha de Gaza, interceptado na quinta-feira pelo exército israelense na costa da Gréciachegou a Israel para interrogatório, anunciou neste sábado, 2 de maio, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, no Canal X.
O espanhol Saif Abu Keshek é “um dos líderes” da Conferência Palestina para Palestinos no Exterior (PCPA), uma instituição de caridade acusada pelos Estados Unidos e Israel de ligações com o Hamas, disse o ministério.
O brasileiro Thiago Ávila “colabora com o PCPA e é suspeito de atividades ilegais”, segundo a mesma fonte, que indicou que os dois homens estavam prestes a ser “entregues para interrogatório”.
Preso em águas internacionais
Cerca de 175 ativistas foram presos em cerca de 20 navios da nova flotilha, que seus organizadores disseram ter como objetivo quebrar o bloqueio israelense à Faixa de Gazaonde o acesso à assistência humanitária permanece severamente limitado.
A detenção ocorreu a centenas de quilómetros da Faixa de Gaza, em águas internacionais ao largo de Creta, muito mais longe da costa israelita do que em anteriores intercepções da flotilha.
Israel libertou todos os activistas na Grécia após um acordo com as suas autoridades, com excepção de Thiago Avila e Saif Abu Keshek.
A Espanha exigiu imediatamente a “libertação imediata” deste último.



