Mesa Tehelka. Nova Deli/Catmandu Numa era inicial da política nepalesa, em que as tentativas de mudar fundamentalmente o “sistema” se intensificavam, o governo do Partido Rashtriya Swatantra liderado por Balendra Shah e o Presidente Ramchandra Paudel emitiram um decreto ousado mas controverso. Cancelou 1.594 nomeações públicas com efeito imediato.
O “Decreto sobre Disposições Especiais para a Remoção de Pessoas que Ocupam Cargos Políticos, BE 2526” não é apenas um documento legal. Mas é o culminar da raiva da Geração Z, que está a abalar os corredores tradicionais do poder com a sua marcha em Setembro de 2025.
Este passo é uma mensagem direta de que agora é impossível fazer parte do sistema governamental no Nepal com base no “acesso político”. Estas nomeações vieram de governos anteriores antes de 26 de março, especificamente da queda de KP Oli e do governo interino de Sushila Karki.
O governo argumentou que estas nomeações se baseavam mais na lealdade política do que no mérito; no entanto, esta “demissão por atacado” criou um vazio sem precedentes nas estruturas de saúde, educação e administrativas do país. Devido à demissão de um número tão grande de funcionários ao mesmo tempo, isso poderia inviabilizar a máquina estatal.
Os analistas acreditam que, no processo, Balendra Shah tentou fortalecer a confiança dos jovens que votaram contra os partidos tradicionais. Mas a questão é: Será isto realmente uma restauração do “mérito” ou é apenas uma purga política para dar lugar aos favoritos?
Actualmente, há um debate acalorado em Katmandu sobre se o decreto trará reformas à estrutura administrativa do Nepal ou desencadeará uma nova ronda de desafios legais e constitucionais.



