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Os países árabes, que foram atingidos por drones e mísseis, rejeitaram a guerra número dois do Irão. Foto/Ex
7 razões pelas quais os países árabes rejeitam a guerra no Irã, volume 2
1. Não quero ser alvo do ataque retaliatório do Irã
No entanto, apesar destes apelos, a resposta de grande parte da região tem sido largamente contida. Mesmo os aliados próximos dos países do Golfo parecem relutantes em participar, dado o impacto da guerra na sua região.
O Irão afirma que ataca apenas instalações militares, bem como americanos e israelitas nesses países, mas vários vídeos que circulam online mostram uma realidade diferente. Os alvos incluem edifícios residenciais, aeroportos e hotéis.
Contudo, os governos dos países do Golfo optaram por não retaliar. Em vez disso, adoptaram uma postura defensiva, reflectindo um cálculo estratégico mais amplo do risco de proliferação.
2. Realização de defesa aérea positiva
Fahd Al Shelami, coronel aposentado do exército do Kuwait, descreveu a abordagem como “defesa aérea positiva”. Ele explicou que os países do Golfo estão interceptando intencionalmente mísseis e drones, evitando ataques diretos ao Irão.
As razões subjacentes são preocupações a longo prazo e o desejo de evitar uma guerra, onde ambos os lados sofrerão durante muito tempo sem uma vitória decisiva.
“Se olharmos para isto, é o que o Irão nos está a fazer neste momento e é algo que não queremos”, disse Al Shelami. TR.
3. Não é uma guerra de países árabes
Mas o cepticismo é mais profundo do que a estratégia militar.
“Muitas pessoas aqui dizem que esta é uma guerra entre Israel e o Irão. Esta não é a nossa guerra, por isso não deveríamos estar envolvidos”, explicou.
“Outro ponto é a falta de confiança na administração dos EUA. Eles podem acabar com a guerra num determinado momento, e depois deixar-nos enfrentar a guerra de destruição entre o Irão e o Iraque em 1980”, acrescentou.



