DESCRIÇÃO – Os militares no poder estão a tentar recuperar o controlo após ataques violentos de grupos jihadistas na capital do Mali. Mas não conseguem esconder a sua fraqueza face a grupos armados cada vez mais poderosos.
É hora de assumir o controle do Mali. Dez dias depois daquele incidente espetacular ataques jihadistas No que diz respeito a Bamako e a outras quatro cidades, a junta governante quer dar a impressão de ser capaz de controlar a situação. Assimi Goïta, presidente «transição» desde o golpe de 2020, que estranhamente esteve ausente nos dias que se seguiram ao ataque, pretendeu trazer o regresso à normalidade sem realmente o conseguir. Mal enterrado, Ministro da Defesa, Sadio Câmara47, um pilar do regime que foi morto num ataque à sua villa, foi substituído pelo próprio Goïta.
Uma forma de o presidente fortalecer o seu poder, mas também uma prova de certas preocupações. “Ele não tinha outra escolha” ressaltou um analista de segurança. As altas tensões entre o presidente e os seus ministros são bem conhecidas, dividindo as fileiras do exército. Portanto, a nomeação de alguém próximo de Goïta para o posto do seu falecido rival receberia uma resposta muito negativa por parte dos militares e poderia levar a rachaduras na junta



