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À medida que o cinema brasileiro floresce, o Rio quer se tornar o próximo grande centro cinematográfico do mundo

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O cinema brasileiro ainda debate o reconhecimento que recebeu em Cannes em 2025. Kleber Mendonça Filho foi eleito melhor diretor por seu filme. Agente secreto e Wagner Moura foi eleito o melhor ator por seu papel no mesmo filme, ambos inéditos em um país que se orgulha de seu cinema e tem feito sucesso desde que a indústria se enraizou lá no final da década de 1890.

O thriller político cheio de nuances e camadas de Filho mostrou a força do cinema brasileiro contemporâneo e baseou-se no sucesso mundial do veterano diretor Walter Salles. Eu ainda estou aquique apareceu no mercado de Cannes no ano passado como o primeiro melhor do país Internacional Longa-metragem vencedor do Oscar, foi devidamente adquirido pela Sony Pictures Classics para os mercados norte-americano e internacional.

Também foi dada atenção ao papel do Brasil como país de honra para o Marché du 2025 de 2025, e a indústria atual está determinada a manter o foco global em 2026.

A produtora brasileira RT Features está liderando este ano com a história lírica de Dominga Sotomayor sobre uma mulher assombrada por um trauma de infância. Cadela – estrelando Eu ainda estou aqui Selton Mello em Quinzena dos Realizadores e drama policial internacional coproduzido com o Brasil; Tigre de papeldirigido por James Gray e estrelado por Adam Driver e Scarlett., na competição.

À medida que a agitação continua a crescer, Ilda Santiago, diretora executiva de programação e projetos internacionais do Festival do Rio, faz questão de explicar como a indústria local do Brasil continua a se expandir em termos de confiança e criatividade.

“Agente Secreto”

Néon/Cortesia da Coleção Everett

“O cinema brasileiro é visto em um nível superior e tem grandes esperanças para os próximos anos, mas já existe há muito tempo”, afirma. “Por mais que possamos ver isso como uma surpresa, não é. Passamos por anos bons e ruins no governo, nas políticas públicas e nos assuntos internos. No entanto, a criatividade e o desejo de contar histórias nunca nos decepcionaram, assim como a força para seguir em frente. Dessa forma, a indústria brasileira tornou-se mais forte e mais resiliente, e agora podemos ter mais confiança de que nossas histórias são realmente de interesse para o mundo.”

Há uma programação completa de shows e eventos planejados para este ano na Croisette, que Santiago acredita que irá respaldar essas afirmações. Com apoio da RioFilme, pelo segundo ano consecutivo, Santiago e sua equipe apresentam cinco projetos em pós-produção que serão apresentados no Goes to Cannes no dia 15 de maio – todos esperando imitar o sucesso do projeto de Cynthia Domit Bittar. Virtuosoque disputa o grande prêmio da iniciativa em 2025.

A lista deste ano inclui um filme biográfico sobre Jefferson De. Carolina Maria de Jesus e eco-drama de Joe Serfaty Além – ambas coproduções entre Brasil e França, além do filme de terror “Majo de Paiva” e Bernardo Florima. Dias de fogo Drama familiar de Thais Fujinaga Talentoso, e suspense de Fabio Mendonsa Personagem.

Festa no Rio

Outras iniciativas brasileiras incluem o almoço Dejeuner Carioca, também no dia 15 de maio, organizado pela Globo, Festival do Rio e RioFilme para fornecer uma plataforma de networking. É apenas para convidados e contará com as participações de Santiago, Alex Medeiros e Gabriel Jacome – diretores de drama, documentário e cinema respectivamente, além de diretor de conteúdo de TV da gigante brasileira Globo – e Leonardo Edde, diretor-presidente da RioFilme.

O Festival do Rio também está por trás do Matinee Bresil no dia 18 de maio – apoiado pela Globo, RioFilme, Spcine, Embratur e pelo Ministério da Cultura do governo brasileiro – e contará com um dia repleto de painéis de discussão e apresentações enquanto a organização “continua seus esforços estratégicos para posicionar o conteúdo audiovisual brasileiro no cenário global”.

Stantiago está, claro, ansioso para falar sobre os marcos de sua cidade natal depois que ela se tornou cenário do filme Sales. Eu ainda estou aqui e outros clássicos produzidos localmente, incluindo Cidade de Deus (2002) e Salles Estação Central em 1998. Os moradores locais dirão que o Rio é a cidade cinematográfica do Brasil, e o boletim informativo do Festival do Rio diz que 10% dos cinemas do Brasil podem ser encontrados na cidade, atendendo 16% do mercado total e atraindo até 1,46 milhão de espectadores.

“Eu ainda estou aqui”

“O Rio de Janeiro sempre foi o centro do cinema brasileiro”, diz Santiago. “Foi o ponto de encontro da enorme energia e talento do movimento Cinema Novo, uma época de florescimento cultural no Brasil que mudou radicalmente a forma como percebemos o mundo – e a nós mesmos – na década de 1960. Ao longo das décadas, o Rio se tornou um cartão postal reconhecível para o Brasil e cenário para muitas produções e discussões sobre a política do cinema brasileiro.

Esta herança criativa, argumenta Santiago, é agora uma vantagem competitiva. “É uma cidade que reflete os contrastes sociais e a diversidade do país. Uma cidade que gerou paixão e fantasia em todo o planeta. O Rio continua a ser um centro criativo com um forte ecossistema audiovisual de produtoras, estúdios e talentos. O Rio é um ótimo lugar, mas vai muito além disso.”

É também uma cidade que deseja receber cineastas internacionais – no passado foi utilizada para filmes de grande sucesso como Cinco rápidos (2011) e O Incrível Hulk (2008). O Rio possui vários estúdios importantes e recebeu 28 produções internacionais no ano passado. Entretanto, 90% das receitas dos escritórios do país provêm de filmes rodados na cidade entre 1995 e 2024, segundo dados oficiais..

Os incentivos incluem a contribuição da RioFilme com um valor equivalente a 30% dos custos de produção audiovisual para “despesas elegíveis dentro da cidade do Rio de Janeiro”, enquanto “para ofertas de produção em que a cidade do Rio de Janeiro é o local principal, o valor investido pela RioFilme pode corresponder a 35%”.

“A Riofilme – por meio da Comissão Cinematográfica do Rio – oferece um robusto desconto em dinheiro e apoio logístico para qualquer produção”, explica Santiago. “De locações a estúdios e equipamentos de última geração, está tudo aqui. Recebemos equipes e criativos de todo o mundo e de outras partes do Brasil. Dependendo do projeto, acordos especiais de coprodução também podem ser considerados.”

Os resultados estão começando a aparecer.

Santiago acrescenta: “O Rio tem se destacado (no mundo) em termos de número de dias de filmagem nos últimos anos, e o número de produções internacionais que vêm aqui para utilizar a cidade em diferentes localidades está aumentando. Estamos trabalhando para fazer do Rio o pólo preferencial do cinema audiovisual, assim como é uma forte referência para o cinema brasileiro em todo o mundo”.

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