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No Quénia, a violência durante os protestos contra os preços dos combustíveis deixou quatro mortos e mais de 30 feridos

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Confrontos esporádicos entre manifestantes e polícia em Nairobi. “Todas as estradas bloqueadas foram desobstruídas e agora podem ser utilizadas com segurança”, garantiu o ministro da Administração Interna.

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A polícia de choque queniana remove os restos das barricadas em Kitengela, durante uma greve nacional nos transportes desencadeada pelo aumento dos preços dos combustíveis, 18 de maio de 2026. (TONY KARUMBA/AFP)

Um movimento social que se transformou em uma tragédia. Quatro pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas na segunda-feira, 18 de Maio, no Quénia, na violência que ocorreu num dia de greves nos transportes públicos e protestos contra os recentes aumentos dos preços dos combustíveis, anunciou o Ministro do Interior, Kipchumba Murkomen.

Em Nairóbi, capital do país, ocorreram confrontos esporádicos entre manifestantes e a polícia, disseram jornalistas da AFP. “Todas as estradas bloqueadas foram liberadas e agora podem ser usadas com segurança”garantiu o ministro.

Kipchumba Murkomen culpou a violência “mau político” ter “criminosos mobilizados” por isso atacam propriedades públicas e privadas ou propriedades pertencentes a apoiantes do governo. A greve foi lançada por uma aliança de players do setor dos transportes, que se comprometeu a bloquear todo o trânsito, na sequência de um novo aumento, em 14 de maio, decidido pelo governo, dos preços dos combustíveis nos postos de gasolina. O óleo diesel aumentou 23,5%.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, o governo queniano aumentou os preços da gasolina em 20%. Enquanto isso, os preços do diesel subiram 45,8%.


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