O Parlamento Europeu aprovou na quarta-feira uma reforma que inclui a capacidade dos Estados-membros chegarem a acordos para estabelecer centros de detenção fora das fronteiras da UE.
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Não em nome dele. Emmanuel Macron confirmou na sexta-feira, 19 de junho, que a França não introduzirá centros para migrantes fora da UEconsiderando que não eram eficazes nem consistentes com os valores europeus. “Sim, por políticas que combatam a imigração ilegal, que nos tornem mais eficientes e que conduzam a regressos. No que diz respeito à França, não existem centros de regresso ou “centros de regresso” em países terceiros.”– disse o Presidente da República após a cimeira europeia em Bruxelas. “Porque acredito que não é eficaz e não corresponde aos nossos princípios”– ele continuou. “Nunca vi um centro de regresso em funcionamento num terceiro país.”– ele insistiu.
O Parlamento Europeu aprovou na quarta-feira Regulamento sobre o regresso de migrantes cujo direito de asilo foi rejeitado, uma reforma que inclui a possibilidade de os Estados-Membros celebrarem acordos para estabelecer centros de detenção fora das fronteiras da UE. Estes centros de migrantes fora do território europeu são fortemente favorecidos por alguns Estados-membros, como a Dinamarca, a Itália e a Áustria, que acreditam que podem facilitar o repatriamento e dissuadir potenciais candidatos de emigrar ilegalmente.
ONGs e esquerdistas condenam em uníssono o risco de criar “áreas sem lei”. O Presidente francês esclareceu ainda que seria contra a utilização do orçamento europeu para a construção destes centros de retorno, o que foi discutido no contexto das negociações em curso sobre o futuro orçamento europeu plurianual (2028-2034). “Isso deveria ser responsabilidade da política de cada estado.”– ele insistiu.