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“A vontade de destruir”: a luta de um advogado para que o estupro resultante da guerra da Rússia na Ucrânia fosse julgado perante o TPI

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ENTREVISTA – O advogado Nicolas Ligneul quer que a violação em massa de mulheres ucranianas desde 2022 seja reconhecida como crime de guerra pelo Tribunal Penal Internacional.

Esta sexta-feira, realizaram-se manifestações em Kyiv contra violência sexual cometida durante a guerra. Desde a invasão da Ucrânia em 2022, registaram-se muitos incidentes de violação cometidos por soldados russos contra civis ucranianos. Trauma adicional para as comunidades que foram afectadas por quatro anos de conflito. O advogado Nicolas Ligneul, advogado da Ordem dos Advogados de Paris, especializado em direito penal internacional e fundador da ONG franco-ucraniana FUVI (Fundo Ucraniano para Voluntários Internacionais), estabeleceu como objetivo levar a queixa da vítima ao Tribunal Penal Internacional.

Le FIGARO.- O senhor descreve os estupros cometidos pelos agressores russos na Ucrânia como crimes de guerra e deseja que sejam julgados como tal. Esse fenômeno já existe há muito tempo, mas essa qualificação ainda é nova?

Nicolas LIGNEUL.- A violação foi recentemente reconhecida como crime de guerra. Durante os julgamentos em Nuremberg e Tóquio em 1945 e 1946, o tribunal…

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