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O goleiro do Blue Sharks conseguiu resistir ao ataque espanhol na primeira partida e chegar à fase de grupos. Contra o Uruguai, na noite de domingo para segunda-feira, o quarenta anos pode ampliar seu sonho de seleção.
Poderá ser um dos rostos deste Mundial, que continua na noite de domingo, 21 de junho, para segunda-feira, 22 de junho, com encontro entre Cabo Verde e Uruguai à meia-noite. Mas é claro que é um símbolo de exploração, com um empate surpreendente dado pela seleção espanhola na entrada na competição. Segunda-feira, 15 de junho, no calor de um estádio de Atlanta, o mundo inteiro descobriu Vozinha. Nem jovem promissor nem grande nome local, o guarda-redes cabo-verdiano de 40 anos foi um dos heróis desta primeira parte, ao não sofrer golos frente aos grandes favoritos da competição, que todos os observadores consideraram que iriam prosperar na América do Norte.
Mas aí estava a Vozinha de frente para eles. Em sua primeira partida na Copa do Mundo, assim como os demais companheiros, o goleiro enojou os atacantes de La Roja, atual campeã europeia. A equipa de Luis de la Fuente rematou 27 vezes, incluindo sete à baliza, sem conseguir enganar um único guarda-redes. Desempenho como este, numa visão global, tem consequências diretas em 2026: sua conta no Instagramfoi extremamente popular, passando de cerca de cinquenta mil assinantes para quase oito milhões em apenas vinte e quatro horas, mais do que Désiré Doué ou Michael Olise. Antes do segundo jogo de Cabo Verde, a sua conta já contava com mais de 14 milhões de assinantes.
Vozinha na verdade se chama Josimar José Evora Dias, e seu primeiro nome vem do ex-futebolista brasileiro Josimar, jogador mundial da Seleção no México em 1986 e vencedor da Copa América em 1989. Seu apelido, que significa “vovó” em português, referindo-se às brincadeiras das crianças que brincavam com ele e que constantemente diziam que reclamaria com os avós por sofrerem gols.
Várias décadas depois, o goleiro conseguiu frustrar uma das melhores equipes do mundo na maior competição. “Estou muito feliz e feliz também por todo o povo de Cabo Verde”ele comentou na zona mista diante dos jornalistas, com o troféu de melhor jogador em campo nas mãos.
“É um grande orgulho para mim, é uma honra para mim representar o meu país.”
Voz pequena, gardien du Cap-Vertna zona mista, após a partida de sua seleção contra a Espanha, 15 de junho
Poucos minutos antes, seus olhos estavam vermelhos, com emoções heróicas. “Chorei porque cresci com meus avós e infelizmente eles faleceram há alguns anos. Eles fizeram tudo por mim e não estavam lá. (Hoje).” O guarda também lamentou a ausência da mãe, que não conseguiu vir a solo americano por falta de visto. Ele tem feito isso desde então peguei o documento e estará nas arquibancadas de Miami para assistir ao jogo contra o Uruguai.
Estar longe da família é algo a que Vozinha se acostumou desde o início de sua carreira profissional, em 2007. Conhecer seus próximos clubes é uma jornada por si só. Primeiro foi Cabo Verde, até 2012, antes do clube angolano Progresso do Sambizanga, até 2015. Depois, rumo ao Leste Europeu e à Moldávia, no Zimbru Chisinau, antes de rumar a Portugal para uma temporada, no Gil Vicente.
Em 2017, ingressou no AEL Limassol, clube cipriota, onde passou cinco temporadas como goleiro. Aos 36 anos, encontrou novo campeonato, na Eslováquia, com o AS Trencin, antes de regressar a Portugal em 2024, no GD Chaves, da segunda divisão. O veterano também deixa o clube no final da temporada, conforme anunciado pela equipe em suas redes sociaisinício de junho. Agora sem equipe, Vozinha aproveitará sua fama repentina para tentar ampliar a diversão para além da competição que o expõe aos olhos do mundo inteiro?



