INVESTIGAÇÃO – Nas academias pré-militares religiosas nacionais, nas escolas de ensino hebraico e nos rabinatos militares, uma corrente radical começou pacientemente a desenvolver-se. Para os soldados que de lá vinham, as missões de guerra, terrestres e de combate tinham significado religioso. A ponto de às vezes desafiar o comando das IDF.
Nas colinas centrais Cisjordânia ocupadaO Rabino Yitzhak Nissim aceitou com um sorriso amigável. Durante vinte e oito anos, ele liderou máquina Eliseu, uma academia pré-militar nacional-religiosa onde jovens israelenses se preparam para ingressar nas unidades de combate das FDI. O treinamento físico é feito todos os dias lá, mas a maior parte acontece na sala de aula: sionismo religioso, Talmud, halakha… “Nosso papel é proporcionar educação religiosa e ideológica”ele assumiu.
Nas paredes, retratos dos rabinos Abraham Isaac Kook e Haïm Druckman relembram a filiação ideológica da escola: um sionismo religioso que faz do retorno do povo judeu à terra de Israel, do Estado e do exército parte de um processo divino. Aqui, os soldados não defendem apenas o país. Isto ocorre na história religiosa, onde a soberania judaica, os exércitos e a conquista de terras participam do mesmo processo redentor. “Nós percebemos…



