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Dezenas de milhares de somalis foram forçados a fugir de suas casas devido à seca, alerta a ONU

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Este número pode chegar a 300 mil em todo o país, alertou a Organização Internacional para as Migrações.

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Crianças em idade escolar refugiadas somalis regressam à escola depois de frequentarem aulas num campo de refugiados interno nos arredores de Kismayo, Somália, em 21 de abril de 2026. (SIMON MAINA/AFP)

Que seca na Somália deslocou 62.000 pessoas em apenas cinco distritos do país, anunciou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na sexta-feira, 23 de Fevereiro. Esse número pode chegar a 300 mil em todo o país. “A seca é agora responsável por três quartos dos novos movimentos populacionais nos cinco distritos mais afectados da Somália”afirmou aos jornalistas em Genebra (Suíça) Brian Kelly, coordenador sênior do programa da OIM na Somália, contatado do Quênia.

Segundo a OIM, dos 90 distritos do país, os distritos de Baidoa, Dayniile, Kahda, Diinsoor e Doolow, no sul, são os mais afectados pela seca que ocorreu após duas épocas chuvosas consecutivas sem precipitação suficiente. No local, esta situação “causando quebra de colheitas e perda de meios de subsistência, exacerbando a fome e aumentando a pressão sobre infraestruturas já limitadas”, explicar a organização da ONU.

No final de fevereiro, o Quadro Integrado de Classificação de Segurança Alimentar (IPC), órgão da ONU que mede a fome e a desnutrição no mundo, indicou que a população foi classificada como estando nessa situação. “crise ou pior” tem “quase duplicará entre o início de 2025 e Fevereiro/Março de 2026, atingindo o número 6,5 milhões de pessoas”.


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