Desconfie da foto de jacarés grelhados na primeira página do tablóide porto-riquenho Primeira hora Terça-feira, 28 de abril: Boricuas evitam a carne deste réptil, apesar dos apelos insistentes para se alimentarem dela, enquanto a nação insular dos Estados Unidos enfrenta a proliferação desta espécie invasora.
As imagens de abundantes capturas de jacarés postadas por José “Gongo” Morales em suas redes sociais demonstram a dimensão do problema. O caçador passou “cinco ou seis jacarés”capturado em uma noite de dezesseis anos, “sem contar todos aqueles que nos escapam”, ele disse. Para Gongo, essa proliferação, que causa ataques principalmente a galinhas e impacta negativamente a biodiversidade, se deve à redução da caça de jacarés pelos moradores, mesmo que o animal não tenha predadores na ilha. E para reavivar a caça, que não exige licença, sugere incentivar a população a consumir essa carne “super delicioso”.
“É melhor do que a iguana e a cobra que as pessoas comem por aqui.”
Ele prepara isso “fricassé, com cebola, alho ou croquetes” e incentiva as pessoas a seguir em frente “a aparência física do animal, que pode ser considerada feia ou desagradável”.
Festival gastronômico dedicado ao jacaré
A informação foi confirmada por Nelson Cruz, subsecretário do Departamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente (DRNA) e comissário do Corpo de Rangers Primeira hora que as autoridades estavam trabalhando para regular a comercialização da carne de jacaré e distribuir as autorizações pertinentes contra um “problema sério“de superpopulação. Na Flórida e na Louisiana, o consumo de jacarés é regulamentado, o que deve facilitar a adoção de regulamentações sanitárias em Porto Rico, um estado livre associado dos Estados Unidos.
Enquanto isso o Boricua pode consumi-lo “sob sua própria responsabilidade”, afirma o Ministério da Saúde, que lembra que se trata de um “animal selvagem” e que o protocolo para sua distribuição ainda não está pronto. E isso apesar de haver um festival gastronômico dedicado ao jacaré na região de Vega Baja, no Norte. Resta convencer os moradores.
Porém, de acordo com a pesquisa desenvolvida pela Primeira hora, 65% dos porto-riquenhos afirmam que não comerão em hipótese alguma, em comparação com 32% que estão dispostos a experimentá-lo. Quanto aos 3% restantes, já estão comendo…



